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domingo, 22 de junho de 2014
Deveres de um Cooperado
Operar com a cooperativa;
Participar das Assembléias Gerais;
Integralizar suas quotas-partes em dia;
Acatar as decisões da Assembléia Geral;
Votar nas eleições da cooperativa;
Cumprir seus compromissos com a cooperativa;
Zelar pela imagem da cooperativa;
Participar do rateio das perdas, se ocorrerem e das despesas da
cooperativa.
Em caso de incompatibilidade de objetivos dentro de uma cooperativa
podem ocorrer:
Demissão:
O associado que de livre e espontânea vontade
requerer, por escrito, seu pedido de afastamento da cooperativa, deverá ter seu
pedido aceito pela administração.
Eliminação:
Sempre será realizada por decisão e aprovação
do Conselho de Administração, por desrespeito à lei, ao Estatuto ou às normas
internas da cooperativa. Os motivos de eliminação devem constar no livro de
matrícula.
Exclusão:
Ocorre por dissolução da pessoa jurídica, por
morte da pessoa física, por incapacidade civil não suprida ou por deixar de
atender aos requisitos estatutários de ingresso ou permanência na cooperativa.
Direitos de um Cooperado
Votar e ser votado
Participar de todas as operações da cooperativa;
Receber retorno de sobras apuradas no fim do ano;
Examinar livros e documentos;
Pedir esclarecimento:
Aos Conselhos de Administração ou Diretoria e
Fiscal;
Opinar e defender suas idéias
Propor ao Conselho de Administração ou Diretoria, ou à
Assembléia Geral,
medidas de interesse da cooperativa.
Tipos de Cooperativas
As sociedades cooperativas são classificadas de acordo com a dimensão e
objetivos que se propõem.
Existem três tipos:
Singular ou de 1º grau:
Tem objetivo de prestar
serviços diretos ao associado. É constituída por um mínimo de 20 pessoas
físicas. Não é permitida a admissão de pessoas jurídicas com as mesmas ou
correlatas atividades econômicas das pessoas físicas que a integram.
Central e federação ou de 2º grau:
Aqui o objetivo é
organizar em comum e em maior escala os serviços das filiadas, facilitando a
utilização recíproca dos serviços. É constituída por, no mínimo, três
cooperativas singulares. Excepcionalmente, pode admitir pessoas físicas.
Confederação ou de 3º grau:
É a que organiza em comum e em maior
escala, os serviços das filiadas. Três cooperativas centrais e ou federações de
qualquer ramo são a quantidade mínima para constituir uma Confederação.
O Alicerce da Cooperativas
O cooperativismo no Brasil, a partir da criação da Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB), vem conquistando espaço no cenário nacional
através de diferentes ações como, por exemplo, a atuação junto ao poder
Legislativo, sobretudo com o trabalho realizado pela Frente Parlamentar do
Cooperativismo (Frencoop).
A seguir, apresentamos a cronologia que retrata este
desenvolvimento:
Lei Complementar 130 de 2009 – Regulamenta o Sistema de Cooepartivas de
Crédito.
Os Princípios da Cooperação
Os sete princípios do cooperativismo constituem a linha orientadora que
rege as cooperativas e formam a base filosófica da doutrina. É por meio dela
que os cooperados levam os seus valores à prática. Estes princípios, derivados
das normas criadas pela primeira cooperativa de Rochdale, são mantidos
atualmente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). São eles:
1º - Adesão voluntária e livre
as cooperativas são
organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus
serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminação de
sexo, social, racial, política e religiosa.
2º - Gestão democrática
as cooperativas são
organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam
ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens
e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis
perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito
de voto (um membro, um voto).
3º - Participação econômica dos membros
os
membros contribuem eqüitativamente para o capital das suas cooperativas e
controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade
comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma
remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os
membros destinam os excedentes a uma ou mais das seguintes finalidades:
Desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação
de reservas, parte das quais, pelo menos será, indivisível;
Benefícios aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa;
e
Apoio a outras atividades aprovadas pelos membros.
4º - Autonomia e independência
as cooperativas são
organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se
firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou
recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o
controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia da cooperativa.
5º - Educação, formação e informação
as cooperativas
promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e
dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o
desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral,
particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as
vantagens da cooperação.
6º - Intercooperação
as cooperativas servem de forma mais
eficaz aos seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando
em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e
internacionais.
7º- Interesse pela comunidade - as cooperativas trabalham
para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas
aprovadas pelos membros.
Os Valores da essência
Cooperativa é uma organização de pessoas que se baseia em valores de ajuda
mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Seus
objetivos econômicos e sociais são comuns a todos os seus associados que
acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade
social e preocupação pelo seu semelhante. Os aspectos legais e doutrinários do
cooperativismo são distintivos de outras sociedades.
Os conceitos que dão identidade ao cooperativismo são:
Cooperar – unir-se a outras pessoas para conjuntamente
enfrentar situações adversas, no sentido de transformá-las em oportunidade e
bem-estar econômico e social.
Cooperação – método de ação pelo qual indivíduos ou
familiares com interesses comuns constituem um empreendimento. Os direitos são
iguais para todos e o resultado alcançado é repartido somente entre os
integrantes, na proporção da participação de cada um.
Sócios – indivíduo, profissional, produtor de
qualquer categoria ou atividade econômica que se associa a uma cooperativa para
exercer atividade econômica ou adquirir bens de consumo e/ou duráveis.
A Cultura da Cooperação
No Brasil, a cultura da cooperação é observada desde a época da
colonização portuguesa. Esta atividade emergiu a partir do Movimento
Cooperativista Brasileiro surgido no final do século 19, através do estímulo de
funcionários públicos, militares, profissionais liberais e operários, para
atender às suas necessidades.O movimento iniciou-se em 1889, na cidade de Ouro Preto (MG), com a
criação da primeira cooperativa de consumo de que se tem registro no Brasil,
denominada Sociedade Cooperativa Econômica dos funcionários Públicos de Ouro
Preto. Em seguida, além de se espalhar por Minas Gerais, alcançou outros
estados como Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul. Foi o
pontapé inicial para o surgimento de cooperativas de diversos ramos no país.Em 1902 surgiram as cooperativas de crédito no Rio Grande do Sul, por
iniciativa do padre suíço Theodor Amstadt. Já as cooperativas rurais tomaram
impulso a partir de 1906 naquela região, fundadas geralmente por imigrantes de
origem alemã e italiana, que trouxeram de seus países a a cultura do trabalho
associativo e a experiência de atividades familiares comunitárias, que os
motivaram a organizar-se em cooperativas.Embora houvesse o movimento de difusão do cooperativismo, poucas eram as
pessoas informadas sobre esse assunto, devido à falta de material didático
apropriado, imensidão territorial e trabalho escravo, caracterizados como
entraves para o desenvolvimento do sistema cooperativo.Em 2 de dezembro de 1969 foi criada a Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB) com a tarefa de representar e defender os interesses do
cooperativismo no Brasil. A Organização foi registrada em cartório um ano após
sua criação sendo caracterizada como Sociedade civil, sem fins lucrativos, com
neutralidade política e religiosa.A Lei 5.5764/71 disciplinou a criação de cooperativas, porém restringiu
a autonomia dos associados, interferindo na criação, funcionamento e
fiscalização do empreendimento cooperativo. A limitação foi superada pela
Constituição de 1988, que proibiu a interferência do Estado nas associações,
dando início à autogestão do cooperativismo.Em 1995, o cooperativismo brasileiro ganhou reconhecimento
internacional. Roberto Rodrigues, ex-presidente da OCB, foi eleito presidente
da Aliança Cooperativista Internacional (ACI), sendo o primeiro não europeu a
ocupar o cargo. Este fato contribuiu também para o desenvolvimento das
cooperativas brasileiras.
A 1ª Cooperativa
O Cooperativismo é uma doutrina que considera as cooperativas como forma
ideal de organização da humanidade, baseado na democracia, participação,
direitos e deveres iguais para todos, sem discriminação de qualquer natureza,
para todos os sócios.O cooperativismo como conhecemos hoje, tem suas origens na Revolução
Industrial ocorrida na Inglaterra do século 18, época em que a mão-de-obra perdeu
grande poder de troca. Os baixos salários e a longa jornada de trabalho
trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante desta
crise surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de
caráter assistencial, no entanto, a experiência não teve resultado positivo.A partir dessa experiência inicial os trabalhadores buscaram novas
formas de superar as dificuldades que assolavam a população frente ao severo
capitalismo que avançava a cada dia. Surgiu então, a idéia de criar uma
organização formal chamada de cooperativa, onde regras, normas e princípios
próprios seriam praticados com o intuito de respeitar os valores do ser humano.Baseados nesse pensamento, 28 operários, em sua maioria tecelões, se
reuniram para avaliar suas idéias. Respeitaram seus costumes, tradições e
estabeleceram normas e metas para a organização de uma cooperativa. Após um ano
de trabalho, acumularam um capital de 28 libras e conseguiram abrir as portas
de um pequeno armazém cooperativo, em 21 de dezembro de 1844, no bairro de
Rochdale-Manchester (Inglaterra).Nascia a Sociedade dos Probos de Rochdale, conhecida como a primeira
cooperativa moderna do mundo. Ela criou os princípios morais e a conduta que
são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico. Em 1848 já eram
140 membros e doze anos depois chegou a 3.450 sócios com um capital de 152 mil
libras.
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